“que futuro?.”
Texto crítico as partir da conferência de João Ferrão, Dr. 21 de Março de 2012
Texto crítico as partir da conferência de João Ferrão, Dr. 21 de Março de 2012
“An ecosystem is a community of species that interact with one
another and with their physical surroundings. In ecosystems,
energy transfers from species to species in the form of food or
prey, and this energy transfer works best when the ecosystem’s
members are all present and healthy. Ecosystems can be difficult
to recognize at times because they range from very small systems
to huge systems..”9
O desenvolvimento das redes de comunicações é definitivamente um passo determinante na evolução, não só tecnológica como, também, social. Um sistema que permite comunicação livre, ou quase, num mundo “paralelo” em que a sociedade se organiza, aprende, compra, estabelece relações, vive, sem ter que resolver o obstáculo do espaço físico. A sua “Arquitectura” virtual, simplesmente permite intercâmbios, sem barreiras, adaptando-se ao utilizador. No entanto, numa escala Nacional, real, em que o território tem uma subdivisão política consolidada, fruto do nosso crescimento (às vezes sábio e atento mas quase sempre aleatório, distraído e egocêntrico), as relações encontram na cidade, em que o corpo é o nosso mediador, grandes dificuldades. O habitat humano (o construído) é menos apto a grandes correcções, pois a edificação de lugares é um acto que comporta um enorme gasto de energia. Mas entre a proclamada desertificação do “interior” e a resultante concentração populacional em zonas urbanas, senti-mo-nos (no papel de utilizadores) impotentes perante o fracasso do “urbanismo” que, por falta de visão ou competência, não consegue operar uma eficaz ordenação do espaço.
Mas será que existirão critérios científicos que nos permitam orientar uma (re)construção do “habitat humano”?
Na prática, esta é claramente uma questão ligada a uma parca visão do futuro colectivo, operada pela figura do político, fraco mediador entre quem o escolheu e os interesses económicos. No entanto, assumindo uma postura imaginária em que é o interesse público que gere o território, numa sociedade provavelmente utópica, esta pergunta assumiria alguma relevância. Será que poderemos através dos dados existentes consultar o oráculo e perceber onde investir o nosso esforço? Na verdade, muitos dados estatísticos são públicos (partilhados no nosso habitat virtual) e demonstram uma realidade feita de números que respondem a perguntas muito específicas, conseguindo ao mesmo tempo desenvolver uma hipótese de tendências. Para exemplificar, Portugal mostra no relatório de 2011 das Nações Unidas, sobre desenvolvimento populacional, uma concentração de 61% em áreas urbanas contra 39% em áreas rurais, sendo que só 6% da população está ligada à actividade económica da Agricultura. Espera-se, além disto, uma percentagem de 82% de concentração urbana até 2025, tal como uma diminuição demográfica até 7,3 milhões de habitantes, dos 10 milhões que somos actualmente. Parecem dados interessantes, que quando cruzados com outros, por exemplo os relativos à idade populacional e sua distribuição territorial, nos proporcionam indícios de movimentos humanos no território. De facto, o homem concentra-se em torno de áreas cuja economia, na qual pretende participar, lhe garanta o sustento físico, intelectual e vivencial. Poder-se-ia, talvez, através de um algoritmo criado a volta dos movimentos humanos, económicos, sociais e políticos, definir direcções estratégicas. No entanto, o factor humano, ou como o Prof. Jorge Gaspar o chamou, o “saber”, é uma variável importante na alteração do equilíbrio das forças. As economias possíveis e necessárias são no entanto distribuídas sobre um território, que não conseguiu ainda construir uma rede tão eficiente, como a rede virtual. O espaço, organizado através de uma Lei dos solos obsoleta, é uma barreira difícil de transpor para garantir uma sustentável utilização eficiente dos recursos, naturais ou artificiais. Existem reflexões, estudos, planos, falta provavelmente a vontade de abraçar uma política de interesse publico, responsabilidade, também, de uma população ainda longe de conseguir, através do conhecimento, tomar as rédeas do seu destino.
9 MACZULAK, Anne, Sustainability, building Eco-friendly Comunities, ph.d,2010
O desenvolvimento das redes de comunicações é definitivamente um passo determinante na evolução, não só tecnológica como, também, social. Um sistema que permite comunicação livre, ou quase, num mundo “paralelo” em que a sociedade se organiza, aprende, compra, estabelece relações, vive, sem ter que resolver o obstáculo do espaço físico. A sua “Arquitectura” virtual, simplesmente permite intercâmbios, sem barreiras, adaptando-se ao utilizador. No entanto, numa escala Nacional, real, em que o território tem uma subdivisão política consolidada, fruto do nosso crescimento (às vezes sábio e atento mas quase sempre aleatório, distraído e egocêntrico), as relações encontram na cidade, em que o corpo é o nosso mediador, grandes dificuldades. O habitat humano (o construído) é menos apto a grandes correcções, pois a edificação de lugares é um acto que comporta um enorme gasto de energia. Mas entre a proclamada desertificação do “interior” e a resultante concentração populacional em zonas urbanas, senti-mo-nos (no papel de utilizadores) impotentes perante o fracasso do “urbanismo” que, por falta de visão ou competência, não consegue operar uma eficaz ordenação do espaço.
Mas será que existirão critérios científicos que nos permitam orientar uma (re)construção do “habitat humano”?
Na prática, esta é claramente uma questão ligada a uma parca visão do futuro colectivo, operada pela figura do político, fraco mediador entre quem o escolheu e os interesses económicos. No entanto, assumindo uma postura imaginária em que é o interesse público que gere o território, numa sociedade provavelmente utópica, esta pergunta assumiria alguma relevância. Será que poderemos através dos dados existentes consultar o oráculo e perceber onde investir o nosso esforço? Na verdade, muitos dados estatísticos são públicos (partilhados no nosso habitat virtual) e demonstram uma realidade feita de números que respondem a perguntas muito específicas, conseguindo ao mesmo tempo desenvolver uma hipótese de tendências. Para exemplificar, Portugal mostra no relatório de 2011 das Nações Unidas, sobre desenvolvimento populacional, uma concentração de 61% em áreas urbanas contra 39% em áreas rurais, sendo que só 6% da população está ligada à actividade económica da Agricultura. Espera-se, além disto, uma percentagem de 82% de concentração urbana até 2025, tal como uma diminuição demográfica até 7,3 milhões de habitantes, dos 10 milhões que somos actualmente. Parecem dados interessantes, que quando cruzados com outros, por exemplo os relativos à idade populacional e sua distribuição territorial, nos proporcionam indícios de movimentos humanos no território. De facto, o homem concentra-se em torno de áreas cuja economia, na qual pretende participar, lhe garanta o sustento físico, intelectual e vivencial. Poder-se-ia, talvez, através de um algoritmo criado a volta dos movimentos humanos, económicos, sociais e políticos, definir direcções estratégicas. No entanto, o factor humano, ou como o Prof. Jorge Gaspar o chamou, o “saber”, é uma variável importante na alteração do equilíbrio das forças. As economias possíveis e necessárias são no entanto distribuídas sobre um território, que não conseguiu ainda construir uma rede tão eficiente, como a rede virtual. O espaço, organizado através de uma Lei dos solos obsoleta, é uma barreira difícil de transpor para garantir uma sustentável utilização eficiente dos recursos, naturais ou artificiais. Existem reflexões, estudos, planos, falta provavelmente a vontade de abraçar uma política de interesse publico, responsabilidade, também, de uma população ainda longe de conseguir, através do conhecimento, tomar as rédeas do seu destino.
9 MACZULAK, Anne, Sustainability, building Eco-friendly Comunities, ph.d,2010
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